Conheça o socialismo criativo!

Por Belini Meurer

Nesses tempos em que o sistema soviético já não se proclama mais como o caminho social a ser seguido e que o capitalismo recrudesce a olhos vistos e dá sinais de falência, deixando para traz um rastro de miséria e penúria, há de se buscar alternativas. A pergunta que fica é: o que fazer diante da miséria e da fome? Por onde caminhar em busca de mais emprego e renda para uma parcela expressiva da população? E que isso ocorra de maneira que impulsione a economia do País? Foi diante dessas questões que o Partido Socialista Brasileiro (PSB), puxou a debate sobre esse tema, assim como ocorrera em algumas outras sociedades mundiais, como é o caso da Inglaterra, da Dinamarca e da Austrália e que se convencionou chamar de economia criativa; no Brasil o debate tem acontecido através do PSB com o nome de socialismo criativo.



Essa economia criativa, esse socialismo criativo, nada mais é que uma atenção especial a toda e qualquer produção cultural ao longo das variadas regiões do País: do turismo ao artesanato, dos grupos musicais e teatrais ao cinema e à produção de livros. Para que isso ocorra, as decisões governamentais devem estar direcionadas a políticas como: incentivos fiscais, créditos especiais, escolas de formação, criação de instituições que forneçam orientações aos profissionais da cultura e da arte etc. Se por um lado é um passo à frente, pois as pessoas precisam, além de satisfazer suas necessidades básicas, também de cultura e arte, por outro, por outro, essas produções artísticas e culturais proporcionam rendas a uma parcela da população, o que acaba impulsionando a economia da sociedade de um modo geral.


O debate sobre esse tema começou no ano de 1994, quando o governo australiano cunhou a expressão “nação criativa” ao discutir sobre as preocupações mais prementes da população do País e elevou os setores culturais como possiblidades alternativas de democratizar a cultura, assim como proporcionar renda a um setor específico da sociedade. No Brasil, durante o primeiro mandato do governo Lula, foi criada a Secretaria de Economia Criativa, vinculada ao Ministério da Cultura, mas fora mantido um debate ainda bastante acanhado. Fora do âmbito governamental, junto aos espaços acadêmicos, entre as instituições empresariais e ao sistema S, assim como entre produtores culturais e artistas a alternativa tem sido bastante aplaudida. Saiba mais em: socialismocriativo.com.br